Aos Pais.

Watchman Nee testificou, acerca de John Wesley, que dificilmente virá a existir, no futuro, um cristão que o exceda nas mãos do Senhor. De fato, o segredo do frutífero ministério de Wesley estava nos momentos freqüentes de comunhão que ele mantinha com o Senhor, a qual, segundo declarou um amigo, alterava o seu rosto até quase brilhar quando Wesley saía do quarto de oração. Por trás desse homem tão usado por Deus, contudo, está também a figura de sua mãe, Susan Wesley. Sendo a vigésima quarta filha de um casal cristão, Susan criou-se em meio a sofrimentos, sendo acostumada e acostumando depois os próprios filhos a terem o hábito da oração e meditação nas Escrituras. Tal era a sede dessa irmã por Cristo que ela assim testemunhou:
"Mesmo nos dias em que me comporto bem, não fico ainda contente, pois não desfruto muito de Deus; sei, nesses dias, que me conservo demasiado longe Dele e só anseio, então, ter a alma mais intimamente ligada a Cristo." 
Sabe-se que, quando o marido viajava, e Susan, com o coração inflamado, tinha de assumir a direção das reuniões matinais de oração em sua casa, a vizinhança acorria, até lotar o lugar com trinta ou quarenta pessoas. Susan orou certa vez deste modo ao Senhor quando seu filho John foi salvo de um incêndio:
 "Senhor, esforçar-me-ei mais definitivamente em prol dessa criança, a qual salvaste tão misericordiosamente. Procurarei transmitir-lhe fielmente os princípios da Tua virtude. Senhor, dá-me a graça necessária para fazer isso sincera e sabiamente. Abençoa meus esforços com grande êxito." 

Sem dúvida, sua oração foi ouvida, e seus labores, mais que honrados por Deus. Como disse certo biógrafo, a história das muitas conversões do século XVIII na Inglaterra não pode ser contada sem se atribuir parte da herança merecida à mãe de John e Charles Wesley.
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