ESTRELAS NO POÇO ♥

Acredite! ♥ Mesmo no fundo do poço você pode ver estrelas... Se você, por acaso, cair em um poço durante o dia, olhe para o céu e, em alguns instantes, será capaz de enxergar as estrelas.Você pode não acreditar,mas isso é um fenômeno cientificamente provado. O próprio poço,na sua densa escuridão,fará com que você enxergue além do que é permitido ver à luz do dia.Se você se encontrar em tribulação,em sofrimento,em um poço escuro,olhe para o Senhor Jesus!Você,então,começará a ver o que não via antes;perceberá que há proveito na tribulação,perceberá que,mesmo ocultamente,o Senhor está ali com você.Se o Senhor permitir que você caia em um poço,não se desespere. Ali você poderá ver as estrelas enquanto aguarda o livramento de Deus."(Editora Árvore da Vida)

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Será que você também já fez esta pergunta?



Não sei quantas vezes você já se perguntou por que é tão difícil seguir a Cristo. Muitos nem sequer O aceitam porque já sabem que deixarão de fazer coisas das quais não estão dispostos a abrir mão. Mas você, que O aceitou e O está seguindo, já se perguntou por que é tão difícil?
Por que é mais fácil gastar tanto tempo em frente ao computador, ficar horas numa conversa com os amigos ou cometer atos pecaminosos, e é tão difícil delongar-se em oração, ler a Bíblia, ter comunhão com um companheiro espiritual ou ir a uma reunião da igreja? É mais fácil seguir o curso do mundo porque o tempo gasto em contato com ele é maior do que o tempo gasto com Deus. Somos estimulados pelo mundo, desde e acordamos até a hora de dormir, a viver de maneira independente de Deus. Assim percebemos o perigo do mundo que compete com nosso relacionamento com Deus. 

Vamos apresentar, rapidamente,três aspectos do mundo:

O mundo do pecado
Nossos pecados nos afastam de Deus.
 "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus" (Isaías 59:2a). 
Sempre que cometemos um pecado, a sensação de distância de Deus aumenta. Ló é um bom exemplo de alguém que foi se distanciando pouco a pouco de Deus até morar nas cidades que foram conhecidas e julgadas por seus pecados, Sodoma e Gomorra. (Gênesis 13:12-13; 18:20-21). 

O mundo da sobrevivência 
A preocupação, ocupação e o cansaço devidos à busca de subsistência rouba-nos tempo. Quantas vezes se ouve dizer que fulano de tal não foi à reunião da igreja porque estava cansado e mesmo porque estava trabalhando ou estudando? Um bom exemplo bíblico para esse aspecto do mundo é o do jovem rico(Lucas 18:18-23). Ele foi convidado a vender tudo o que tinha e seguir o Senhor, e não pôde fazê-lo. E Jesus acrescenta: "Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas."(Lucas 18:242)

o mundo da religião
A religiosidade é algo que também afasta uma pessoa de Deus. Os judeus, e sobretudo os fariseus, deram mais atenção às suas tradições religiosas do que a Deus e até mesmo se tornaram inimigos de Jesus, que veio para salvá-los. Os judeus da época de Jesus são um bom exemplo para mostrar ."que a religião acaba por afastar uma pessoa de Deus. 
"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5:39-40).

Mãos à obra!
Por isso... aumente seu contato com Deus. Leia mais sua Bíblia. Ore mais. Tenha um companheiro espiritual e tenha mais comunhão com ele. Vá às reuniões da igreja. Ouça seu líder espiritual. Ore assim que se levantar. Ore mais. Sirva na igreja. Exclua hábitos inúteis. Aproveite melhor seu tempo. Largue esse celular. Desligue esse computador. Os seriados e novelas nunca vão acabar. Livros de romance não lhe darão vida eterna. Enfim, diminua seu contato com o mundo. Aumente seu contato com Deus. E depois pergunte pra se mesmo se continua difícil seguir Jesus.


(Texto retirado do jornal Árvore da Vida/JOVENS COM UMA META,adaptado para todos os irmãos)


Agradeça por tudo.


Havia um cristão que trabalhava numa estação ferroviária. Quer na doença, quer na saúde, em prosperidade ou em miséria, ele sempre dava graças a Deus. Por essa razão, seus colegas chamavam-no de otimista. Um dia, enquanto fazia reparos nos trilhos, um trem atropelou-o, cortando-lhe uma perna, e ele desmaiou.
Assim que recobrou a consciência, ele deu graças a Deus. As pessoas que estavam à sua volta admiraram-se porque, depois de perder uma perna, ele ainda dava graças a Deus. Mas ele explicou: "Graças a Deus porque eu ainda tenho uma perna boa!"
Ó cristãos, precisamos adquirir o hábito de procurar oportunidades para agradecer a Deus. Mesmo que você tenha motivos de preocupação, ainda pode lançar a sua ansiedade e o seu fardo sobre Deus; então será impossível você não ficar alegre.
 (Do livrete "Ansiedade"-Editora Árvore da vida)


Vida Conjugal.


Não há um casal que, estando em situação normal, não deseje uma vida matrimonial harmoniosa e tranqüila para cultivar o amor mútuo. Alguns fatores, porém, podem surgir para abalar a estabilidade conjugal. Esses fatores podem transtornar qualquer relacionamento que, aparentemente, tenha tudo para dar certo, caso não haja algo maior e firme que preserve e sustente o amor do casamento.
Criado por Deus, o Sistema Solar ilustra muito bem o que a vida matrimonial necessita para ser estável e duradoura, ainda que diante de todas as adversidades que contra ela sobrevêm. A Terra realiza dois movimentos essenciais para que tenhamos os dias, meses, estações e anos: rotação (em torno do Sol). Embora repetitivos, esses movimentos garantem à Terra, há anos, a luz, o calor e a estabilidade necessários, não só para que haja vida em nosso planeta, mas, também, para que essa vida possa crescer.
Assim como a Terra, nós, casais, precisamos desses dois “movimentos”. Por um lado, precisamos conversar sobre nossos próprios problemas e dificuldades, compromissos e responsabilidades, compartilhando as tristezas e alegrias um com o outro. Por outro lado, precisamos ter algo maior, algo que centralize nossa vida, que a atraia e estabilize, aquecendo nosso amor. Precisamos girar em torno do verdadeiro Sol, que é Cristo (Lucas 1:78); Ele é a fonte de luz e calor para a nossa vida matrimonial.
De maneira prática, precisamos aprender a orar juntos por todas as coisas que conversamos e que nos afligem, além de buscar juntos luz e orientação na Bíblia, pois: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35); “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; por que ele confia em ti” (Isaías 26:3).

(Jornal Árvore da Vida)

A mulher,uma criação MARAVILHOSA.


Depois de Deus e o homem perceberem a necessidade da existência da mulher, como o elo que faltava para tudo se fazer perfeito, “o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gênesis 2: 21- 23).


Dessa forma, o homem adormeceu, tendo despertado algum tempo depois diante de alguém que causou nele a espontânea declaração: 

“Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. 

Essa declaração revela o quanto a mulher lhe agradou; também indica que o homem não viu nela nenhuma imperfeição e reagiu à sua presença com satisfação, sentindo que havia ali uma verdadeira combinação com sua própria pessoa, de modo que não encontrou palavras para descrever o sentimento resultante daquela visão. O fato de Deus ter produzido a mulher a partir da costela do homem, na forma de um edifício vivo e orgânico, levando-a, pronta, à presença dele, revela que, no entendimento de Deus, a mulher foi concedida ao homem como um presente maravilhoso – uma dádiva única, cativante, que o fez perder, no primeiro momento de contemplação, as palavras que poderiam descrever aquela obra da arquitetura divina.
 A criação da mulher difere em muito do modo como Deus criou o homem. 

Vejamos, em primeiro lugar, como o homem foi criado: “Formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente” (v. 7). E agora vejamos mais uma vez como Deus criou a mulher: “E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe” (v. 22). Notem que o homem foi criado a partir do barro, ao passo que a mulher foi edificada a partir da costela do homem. A primeira obra sugere que a matéria-prima para fazer o homem era mais tosca, mais grosseira. Já a segunda obra, a criação da mulher, sugere um material mais delicado, envolto em maior cuidado e mais detalhes.

         Deus foi intencional no modo como criou o homem e a mulher. Ele não fez a mulher da mesma maneira como fizera o homem. Se ele tivesse formado dois bonecos de barro, individualmente, não haveria uma relação de vida entre os dois, não haveria uma simbiose santa, mas dois seres distintos e separados um do outro. Deus é sábio, por isso fez com que a mulher saísse da estrutura do homem. Porque Deus os fez assim, hoje há uma relação orgânica e de interdependência entre homem e mulher. Essa é a razão por que nada pode completar o homem e a mulher senão um ao outro.

         Louvado seja o Senhor por Sua maneira tão doce e profunda de conduzir as coisas. Hoje não temos entidades separadas uma da outra, mas seres orgânicos, unidos em vida, pela santo e sábio Deus criador.

 (Jornal Árvore da Vida)





Não sou o que quero ser.


Certo dia, uma pessoa estava lendo no jornal algo a respeito de um homem que roubou um banco, e orou assim: "ó Senhor, agradeço-Te que, por Tua graça e misericórdia, nunca fiz tal coisa; nunca roubei ninguém". Mas, no seu íntimo, havia uma sensação de que não deveria dizer isso, pois o próprio elemento roubador estava nela. Na verdade, ela não cometeu o ato de roubar mas tinha a natureza roubadora. Sentiu que, por um lado, podia dizer: "Senhor, agradeço-Te que, pela Tua proteção, nunca me envolvi no ato de roubar" mas, por outro lado, devia dizer: "Senhor, tenho uma natureza pecaminosa, uma natureza roubadora. Embora não tenha transgredido exteriormente, ainda tenho a natureza pecaminosa interiormente".
 Quantas vezes não nos gloriamos de não ser assim, de não fazer isso ou aquilo? Mas que temos de diferente das pessoas que praticam tais coisas? 
Interiormente, nada. Podemos perceber que essa natureza pecaminosa está também em nós. Isso é percebido principalmente quando alguém nos enerva ao extremo e nós, embora recatados, polidos e tão educados, explodimos como que quebrando uma casca de aparência. Somos, então, dominados por um sentimento do qual depois nos envergonhamos e por atos que, em sã consciência, jamais cometeríamos.
 Ainda que, em tal extensão, isso possa não ocorrer, devemos saber quem somos e o que está em nós. A Palavra de Deus diz: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Romanos 7:18). Ninguém deseja ser fornicador, temperamental ou devasso. Ninguém deseja blasfemar, insultar ou amaldiçoar. Contudo o homem não consegue livrar-se desses males, pois nele há uma natureza pecaminosa que a Bíblia chama de pecado: "Mas, se faço o que não quero já não sou eu quem o faz, e, sim, o pecado que habita em mim " (Romanos 7:20).
 Não importa quão bons sintamos ser. Devemos perceber que, dentro de nós, ainda há tal natureza pecaminosa, como uma doença que age secreta e interiormente; um dia os sintomas são vistos. "Médico" algum na terra pode livrar-nos dessa natureza, nem mesmo nós podemos livrar-nos dela. Que fazer, então?
 A Bíblia diz: "Não há justo, nem sequer um" (Romanos 3:10) e "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24). Entretanto também diz: "Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte" (Romanos 7:25; 8: 1-2).
 Caro amigo, Jesus Cristo morreu por nossos pecados e, ao terceiro dia, ressuscitou e se tornou o Espírito que dá vida. Hoje Ele pode entrar em você e levá-lo a viver a mais elevada vida. Portanto, abra seu coração e ore: "ó Senhor Jesus! Eu sou um pecador. Tenho em mim uma natureza de pecado. Não quero mais viver por meio dela. Eu Te peço, entra em mim e vem ser meu tudo e minha vida. Eu Te recebo agora como meu Salvador."

"Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida por causa da justiça" (Romanos 8: 10).

(Jornal Árvore da Vida)

Pedro Valdo: O servo Colportor.


Comerciante e bem sucedido da rica cidade francesa de Lyon, França, no século XII, Pedro Valdo sentia-se espiritualmente insatisfeito, embora possuí se abundante fortuna e fosse próspero em seus negócios. Consultou vários clérigos e um deles o aconselhou a ler as escrituras. Ali ele pôde encontrar a luz divina. Tal experiência foi tão aprazível que não a preservou para apenas para si e começou a explicar aos amigos as passagens que lhe haviam trazido paz. Notou que eles recebiam o mesmo alívio e segurança espiritual.

A origem da colportagem

Pedro Valdo tomou a audaz decisão de vender suas propriedades. Deixou uma parte delas com a família, distribuiu outra porção aos pobres e com o restante comprou muitas cópias de passagens bíblicas. Valdo passou a visitar os lares para ler e explicar tais passagens a seus ouvintes. Mais tarde, outros se uniram a ele, os quais além de explicar essas porções bíblicas, também começaram a vendê-las. Foi dessa forma que a colportagem começou.

Mais tarde, sob a perseguição do papa, esses que passaram a acompanhar Valdo em suas viagens e pregações foram expulsos de Lyon e excomungados (1184). Valdo, então, tornou-se um peregrino pelo resto da vida. Dispersos pelos países vizinhos , “os pobres de Lyon” levaram sua eficaz pregação do evangelho às pessoas, disseminando-a pela Europa. Por causa da dispersão, Valdo foi para a Boêmia, ao passo que seus seguidores – os chamados valdenses – foram espalhados pela Alemanha, França, Espanha e Itália e, a partir do século XIII, centralizaram-se nos vales Piemonte, onde se têm conservado até os nossos dias. De acordo com a história eclesiástica, a palavra valdense significa apenas “homens dos vales”, uma vez que os vales de Piemonte forjaram pessoas que permaneceram fiéis às verdades bíblicas, não cedendo pressões. Os valdenses gozavam da mais alta reputação, até mesmo entre seus piores inimigos, por sua modéstia, generosidade, honestidade, diligência e temperança.

Trabalhavam, mas não perdiam o foco da colportagem

Assim, nesses países, os colportores valdenses trabalhavam como mercadores ambulantes oferecendo sedas e joias difíceis de obter nas localidades aonde iam. Essa foi uma boa estratégia, pois, onde eram rejeitados como missionários, eram aceitos como vendedores. Entretanto, mesmo portando ricas mercadorias, os valdenses não perdiam o foco principal, que era levar a Palavra de Deus às pessoas. A palavra colportor vem do francês e significa “levar no pescoço”. Esse nome parece que se originou do costume que tinham os colportores valdenses de levar os escritos sagrados na face interna da roupa ou numa bolsa que pendia do pescoço.

A Bíblia, a joia mais preciosa

Os colportores valdenses eram ótimos apresentadores das Escrituras, pois sabiam mais do que todo mundo o valor da Palavra de Deus, além de conhecerem de cor longos trechos da Bíblia (diz-se que entre eles havia muitos homens e mulheres que sabiam de cor todo o Novo Testamento). Enquanto viajavam de cidade em cidade para vender joias, sedas, véus e outros adornos, depois de fazer a apresentação da mercadoria, eram muitas vezes questionados se tinham mais alguma coisa para apresentar; ao que respondiam: “Certamente aqui levamos joias mais preciosas do que estas. Temos uma joia preciosa cuja luz permite ver a Deus; é tão radiante que pode acender o amor de Deus no coração de quem a possui”. Ao que, abrindo o casaco, sacavam dali  alguma porção da Bíblia e liam, explicavam e vendiam às pessoas que se mostravam sedentas da água divina.

A colportagem é uma obra divina

Pedro valdo morreu em 1217, deixando-nos um exemplo de fidelidade a Deus, de fé em Sua Palavra e de fervor pelo evangelho. Graças a Deus que seu viver abnegado e seu espírito de colportor, além de terem influenciado centenas de outros colportores na obra divina de levar a Palavra de Deus às pessoas sedentas por todo mundo.

(Jornal Árvore da Vida)

“Senhor, faz da minha vida um lugar de oração”



Certa vez, ao participar de uma reunião da igreja, ouvimos alguém orando assim: “Senhor, faz da minha vida um lugar de oração”. Soou peculiar, por que nunca ouvimos um pedido assim.

Fomos ponderar diante do Senhor sobre o significado daquela oração. Depois de alguns dias Ele nos mostrou que boa parte de nossa vida cristã foi vivida em torno de um templo. Os templos se tornaram o lugar onde se lê e onde se ouve a Palavra de Deus, o lugar aonde as pessoas vão em busca de salvação, de conforto, de consolo, de esperança, o lugar onde Deus é louvado e também o lugar de oração. Com isso, os templos passaram a representar o lugar onde a presença de Deus está.

No Antigo Testamento, Deus podia ser encontrado no monte Sinai, mas apenas Moisés podia estar com Ele (Êxodo 19:20-23). Depois da edificação do tabernáculo e do templo, Deus, de certa forma, ficou mais próximo. Na dispensação do Novo Testamento, Deus em Cristo se encarnou e, como um tabernáculo e um templo ambulantes (João 1:14), ia aonde as pessoas estavam. Que mudança! Deus estava entre os homens, vivendo e comendo com eles!

Em sua obra de buscar as pessoas, o Senhor Jesus ignorou o templo: Ele não estava lá esperando as pessoas, numa agenda de determinadas horas do dia. Pelo contrário, o Senhor era o tabernáculo vivo de Deus que se movimentava na direção do homem.

Antes de sua morte, o Senhor profetizou que o templo seria destruído e também disse que Ele morreria, mas que voltaria como o Espírito (Mateus 24:1-2; João 14:16-20). Aqui podemos ver uma nova dispensação surgindo no vínculo entre Deus e o homem: sem templo e sem limites físicos, deixando subentender que o homem regenerado se tornaria o próprio templo onde Deus habita (1 Coríntios 6:19). Quando o Senhor enviou os discípulos para que pregassem o evangelho, Ele, na verdade, estava enviando “templos vivos” para contatar as pessoas (Mateus 28:18-20).

Quando cada filho de Deus disser: “Senhor, faz da minha vida um lugar de oração”, teremos o início de uma grande virada em nosso meio. Essa postura de ser um lugar de oração tem implicações positivas para todos. Para os filhos de Deus, sua função de sacerdote será plenamente ativada, porque poderão levar os homens para Deus e trazer Deus para os homens em qualquer tempo, em qualquer espaço. O lugar em que um filho de Deus estiver será espontaneamente santificado. Veja como essa visão é grandiosa: teremos lares escolas, locais de trabalho sendo visitados por Deus por meio da presença de Seus filhos.

Essa atitude também será de grande impacto para aqueles que ainda não tiveram uma genuína experiência de salvação com Deus: para ter um encontro com Ele, já não precisarão visitar o monte, o tabernáculo ou o templo. Poderão, entretanto, encontrá-Lo em “Samaria”, “junto ao poço” ou “por volta da hora sexta” (João 4:4-7). Aleluia, já não há barreira, limites nem hora marcada para encontrarmos Deus.

Que mais cristãos orem ao Senhor pedindo-Lhe que faça de sua vida um lugar de oração!
( Jornal Árvore da Vida)


O Poder da Vida.


“Levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos (…) Entrementes os que foram dispersos iam por toda a parte pregando a palavra… E houve grande alegria.” (Atos 8:1,4,8).


O evangelho de Deus espalhou-se e alcançou outras partes da terra, por causa da assolação sofrida pela igreja em Jerusalém. Deus, em Sua soberania, permitiu que sobreviesse àqueles cristãos grande perseguição a ponto de terem de migrar para outras cidades. Esse fato, certamente, cooperou para que se cumprisse a profecia de Atos 1:8. Imagine uma árvore, carregada de sementes, sendo soprada por fortes ventos. O resultado é que suas sementes serão espalhadas e, ao cair, poderão germinar e multiplicar aquela espécie. Foi exatamente o que ocorreu com os primeiros cristãos.


Caro leitor, Deus deseja que Seu evangelho seja ouvido pelos homens em todos os lugares e, para tal, pretende usar-nos como Seus canais. Se, por algum motivo, viermos a nos acomodar, Ele levantará circunstâncias para despertar-nos a fim de permitirmos que a vida que Dele recebemos chegue, também, a outras pessoas. Às vezes, por causa de adversidades, mudamos de emprego, de bairro ou de cidade. Nessas ocasiões temos a tendência de murmurar contra Deus. Ao invés disso, deveríamos “cair” nesse novo lugar, como uma semente cheia de vida, e anunciar o evangelho às pessoas com as quais Deus nos colocou.

( Jornal Árvore da Vida)

Sinais de crescimento espiritual.



Como podemos saber se crescemos na vida espiritual ou não? O livro de Cântico dos Cânticos de Salomão é um livro que revela, de maneira poética, os diversos estágios do crescimento espiritual na experiência individual de cada cristão que ama e busca o Senhor Jesus. Esse livro mostra, através de diversas figuras de linguagem, como uma moça do campo, alguém com uma personalidade forte, individualista e egoísta pôde ser transformada numa princesa, casar-se e receber o mesmo nome do Rei, tendo uma total identidade com ele e sua obra. Após ser totalmente transformada e atingir o estágio de amadurecimento, ela foi chamada de Sulamita (feminino do nome Salomão em hebraico). Estudando essa personagem, Sulamita, e as descrições feitas sobre ela, podemos descobrir quais foram as mudanças que ocorreram nela e, consequentemente, aplicar à nossa experiência, verificando onde precisamos mudar e o que precisa ocorrer em nós para atingirmos o amadurecimento espiritual.
Entre as mudanças decorrentes do crescimento de vida da moça do campo que foram registradas nesse livro, temos os seios. Há três passagens que falam dos seios, cuja menção visa revelar o crescimento da amada. Uma vez que os registros da Bíblia foram inspirados pelo Espírito Santo, precisamos buscar a revelação e a aplicação dessa palavra para nossa vida. Estudiosos da tipologia bíblica dizem que os seios falam da fé e do amor (cf. 2 Timóteo 1:13; 2:22) Fé e amor, assim como os seios, crescem juntos e, por fim, têm a importante função de nutrir os recém-nascidos. Fé e amor são sinais de nosso crescimento espiritual.

Infantis

Em Cântico dos Cânticos 8:8, Sulamita menciona uma irmãzinha que ainda não tinha seios. Essa irmãzinha representa as pessoas já regeneradas que ainda não manifestam que possuem fé e amor para com Deus e também para com os irmãos. São cristãos, que possuem a vida de Deus, porém ainda são infantis na experiência espiritual. Sulamita, representando os cristãos maduros, demonstrou uma preocupação por aqueles que não crescem em Deus, na vida espiritual, permanecem crianças. Esta foi a mesma preocupação do apóstolo Paulo em relação à igreja em Corinto (1 Coríntios 3:1,2), à igreja em Éfeso (Efésios 4:13,14) e também com os hebreus (Hebreus 5:11-14). Precisamos verificar o quanto manifestamos a fé e o amor em nosso viver. Se ainda somos carnais e nos dividimos de outros filhos de Deus, se estamos agitados e somos levados por todo vento de doutrina ou se somos tardios em ouvir a palavra do Senhor, somos como essa “irmãzinha” – infantis em Cristo. Nossa fé e amor precisam crescer.

Crescidos

Em Cântico dos Cânticos 4:5, ao falar de sua amada, o amado a elogia e diz que seus seios são como duas crias, gêmeas de uma gazela que se apascentam entre os lírios. Isso significa que a fé e o amor dela, representados pelos seios, já se manifestavam, porém ainda eram pequenos como duas crias que precisavam ser cuidadas. Embora nesse estágio, ela representa os cristãos que já não são mais crianças, todavia a fé e o amor deles ainda requerem cuidados e não estão maduros suficientes para suprir outros.

Maduros

A Sulamita, em seu estágio final de amadurecimento, já possui um porte, uma estatura, semelhante à de uma palmeira, e seus seios, aos cachos dela (7:7). A estatura de palmeira representa a estatura de um cristão que atingiu a perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Efésios 4:13). Este é o alvo de Deus e também deve ser o alvo de todos aqueles que amam e buscam o Senhor. Ao atingir essa estatura, a fé desse cristão será firme, inabalável e seu amor será algo tão forte a ponto de dar a vida pelos irmãos. Seu desejo era que, assim como ela, todos os irmãos crescessem. Isto mostra que seu amor pelo amado deixou de ser expresso apenas por declarações para ser algo prático e visível.
Por meio da história da amada em Cântico dos Cânticos, somos encorajados a prosseguir, a crescer na fé e no amor, nossos “seios espirituais”. Isto equivale a sermos totalmente conformados à imagem do Filho de Deus (Romanos 8:29). De sua história aprendemos que, se nosso amor pelo Senhor ou pelos irmãos em Cristo ainda é pequeno, é por que nossa fé ainda é pequena; por outro lado, quanto mais fé tivermos, mais amor será manifestado por nós. Não desanimemos! Se uma moça do campo pôde ser transformada em uma Sulamita, se uma criança pôde se tornar uma esposa madura, pronta para nutrir e suprir recém-nascidos, todos nós podemos também ser transformados naqueles que expressam Cristo e edificam outros.

( Dong Yu Lan/ Jornal Árvore da Vida)

A parábola de uma centopeia...completa.




Um dia, quando uma centopeia estava para andar, ela examinou suas pernas para decidir qual deveria mover-se primeiro. Deveria uma perna esquerda ou uma direita mover-se primeiro? Seria a oitava ou a décima perna? A centopeia ficou ali parada tentando tomar uma decisão. O problema da mente tornou-se um problema da prática. Por fim, veio o sol. Sem pensar, a centopeia correu para ver o nascer do sol, sem considerar qual perna deveria mover primeiro. Ela esqueceu de como andar e simplesmente andou. Quando se foi o problema da mente, o problema da prática também desapareceu.
Quanto mais tentar tratar com sua sequidão, depressão e frouxidão interior, mais você será incapaz de
vencê-las. Essas coisas tornam-se um problema porque você faz delas um problema. Se esquecê-las e deixá-las ir, elas desaparecerão. Às vezes, vencemos um problema combatendo-o, outras vezes o vencemos esquecendo-o.
Muitas coisas podem ser superadas pelo exercitar de sua força. Mas outras vezes, simplesmente esquecendo-as, o problema é resolvido. Glorie-se nas suas fraquezas e abandone seus esforços e métodos;então o Seu poder alcançá-lo-á.
Este é o segredo: Peça a Deus que lhe dê um vislumbre de Suas riquezas e da Sua glória mediante sua leitura da Bíblia, oração, participação nas reuniões ou na comunhão com os irmãos. Espontaneamente, você
esquecerá as outras coisas. O encher interior vem pelo esquecer, e o esquecer, por tocar no Senhor. Uma vez que toca o Senhor, você já não olha para si mesmo.
(Watchaman Nee/ Jornal Árvore da Vida - JAV )

A Vida Cristã.

A vida cristã é um ambiente que guarda os cristãos de tudo que prejudica a vida humana. É como um aprisco que protege as ovelhas dos ataques do maligno (João 10: 1-18). A vida cristã, como um ambiente, pode ser comparada com um guarda-chuva. Se você não o tem, termina se molhando, mas se você está usando, mesmo debaixo de uma chuva torrencial, você está protegido. De quantas coisas somos guardados diariamente, pelo fato de vivermos nesse ambiente maravilhoso!? A vida cristã favorece-nos um ambiente de desfrute, alegria, simplicidade, esperança e de muita segurança. A verdadeira vida é vivida não por aqueles que dizem ter liberdade para fazer qualquer coisa, mas por aqueles que vivem nesse ambiente maravilhoso, rico e seguro.
( Jornal Arvore da Vida )


Um lar feliz!


AOS PAIS...

Criar os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.
(Efésios 6:4)

A felicidade é tudo o que o homem busca; é a motivação de tudo o que faz. Desde o amanhecer até o anoitecer, é isso que todos querem alcançar. Poderíamos perguntar: onde ela está, que devemos fazer para encontrá-la e qual é a sua expressão?
Queremos começar a responder dizendo onde ela não está: não está à venda nas prateleiras dos supermercados ou em algum shopping center; também não está no sucesso, no poder ou na fama que uma pessoa possa conquistar; também não está nos títulos acadêmicos que alcançamos. Não são poucos aqueles que testemunharam que todos os bens e glória acumulados não lhes garantiram nada, a não ser um profundo vazio. Nas palavras do rei Salomão: buscar essas coisas imaginando que se está buscando a felicidade é o mesmo que correr atrás do vento (Eclesiastes 2:11).
A felicidade está em Deus. É Ele que é a fonde da felicidade. Nessa fonte podemos encontrar tudo o que a ela está associado: bem-estar, alegria, satisfação e paz. Nada disso poderia ser um artigo de compra, tampouco objeto de nossas conquistas pessoais. Se quisermos a felicidade, devemos nos voltar a Deus.
Saber que a felicidade está em Deus apenas indica onde ela pode ser encontrada, mas não nos garante que vamos conquistá-la. A Bíblia apresenta dois passos para que o homem se aposse da felicidade. O primeiro é temer a Deus. Aquele que teme a Deus apresenta algumas características: ele O ama, honra-O, confia Nele e O glorifica em seu viver diário.
Temer a Deus é a melhor maneira de obter a felicidade. Mas ainda não acabou; falta dar mais um passo. É preciso andar em seus caminhos. Os caminhos de Deus são feitos de santidade e justiça. Conforme você se separa deste mundo sujo, abominável e deixa para trás a injustiça, a mentira e as acusações, você vai encontrando o caminho que o conduz à felicidade. Seria muito bom avaliarmos que caminhos estamos trilhando.
Assim como uma árvore tem frutos que mostram se ela é saudável, as pessoas que temem a Deus e que andam em Seus caminhos - e por isso são felizes também - têm Sua expressão. Essa expressão pode ser notada no interior da própria casa.
Vejamos algumas dessas expressões de felicidade: cada um, esposo e esposa, torna-se uma videira frutífera. A videira na Bíblia simboliza a vida, a alegria e a bênção. A expressão de felicidade no marido e na esposa pode ser vista também nos frutos que um produz para o outro. Cada um gera exatamente aquilo de que o outro precisa. Mas o fruto geral que abraça todos os outros é o amor. Se você deseja que seu cônjuge o ame, então ame a Deus e faça primeiramente Sua vontade. Quanto mais você amar o Senhor, mais seu cônjuge o amará.
Outra importante expressão da felicidade está relacionada com o modo como os filhos vivem. Uma casa feliz é a que tem filhos semelhantes a brotos. A existência do broto aponta para a vida em crescimento normal. Como é bom olhar para os filhos e ver que estão crescendo, progredindo em todos os campos de sua vida. Crescem em estatura e graça diante dos homens e de Deus.
Contemplar os filhos em torno da mesa também é motivo de grande prazer. É perfeito: pais e filhos juntos fazendo as refeições, comendo o pão que nunca falta. A cena também sugere que essa casa é um lar. Casa é um lugar onde buscamos abrigo; lar é um lugar aconchegante onde gostamos de estar juntos.
Como foi possível perceber, ser um bem-aventurado, isto é, uma pessoa feliz na terra, não é algo que podemos obter por nós mesmos. Somos incapazes de conseguir tal façanha à parte de Deus. Se os pais querem ter um lar pleno de felicidade, então é hora de temer ao Senhor e andar em Seus caminhos. Se fizerem isso, Deus transformará sua casa em um lar, onde se poderá desfrutar Sua bênção, prosperidade e paz, as quais se estenderão para seus filhos e filhas de seus filhos.
( Jornal Árvore da Vida)


O que DEUS uniu.


Lançar fora e destruir.

O capítulo 2 de João é maravilhoso. Foi em um casamento descrito ali que o Senhor Jesus deu início a Seus sinais em Caná da Galileia.Mas não é dessa seção do capítulo 2 do Evangelho de João que queremos tratar aqui. É na segunda seção, quando o Senhor Jesus vai ao templo, que temos a verdadeira aplicação daquilo que ele realizara no casamento.
De fato, a água transformada em vinho é o milagre mais silencioso de todos os relatados por João. Até os serventes se surpreenderam com o fato de o mestre-sala ter bebido vinho, uma vez que fora água o líquido que eles tiraram das talhas. E, talvez, muitos naquele casamento se alegraram com o vinho novo dado àquela festa.
Sim, muitos se alegraram, mas somente os serventes viram o milagre. Isto indica que, se um casal quer ver um milagre em seu relacionamento, tem de servir ao Senhor e fazer tudo o que Ele disser.
No entanto, quando o Senhor Jesus vai ao templo (vs. 13 a 22), é que vemos a real aplicação do milagre da água transformada em vinho, da morte transformada em vida.
Primeiramente um casal deve reconhecer que há muitos itens em si mesmos que não pertencem ao casamento, assim como aqueles bois e ovelhas não pertenciam ao templo, uma vez que não tinham sido trazidos pelos ofertantes. De fato, algumas coisas que não são do casal, como amizades e relacionamentos que não edificam, precisam “sair” do casamento.
Depois, os “cambistas” devem se retirar de nosso matrimônio. De fato a prática do “faça-me isto que lhe darei aquilo outro”, isto é, “toma lá, dá cá”, não se mostra produtiva nem honesta em uma relação que deve ser duradoura. Se a ideia que temos de nosso cônjuge é a de um “parceiro de negócios”, estamos equivocados. A marca, o traço, a característica de um casamento deve ser sempre o altruísmo. Eis o amor.
E, ainda, falta-nos outra coisa: destruir todas as opiniões e “achismos” em nosso matrimônio para que Ele o reconstrua! Sim, o milagre da água transformada em vinho é muito citada em celebrações de casamento. Mas a prática diária do relacionamento conjugal exige a segunda seção de João 2: exige uma limpeza e uma reconstrução constante por parte do Senhor Jesus.
(Jornal Árvore da Vida/Número 178)


Cuidado com os assaltos.



O livro de Cântico dos Cânticos (Cantares) revela-nos a história de dois corações apaixonados, de duas pessoas que consideram cada qual o outro o seu tesouro, na qual um não pode viver sem o outro. Assim, onde há uma história de amor, ali estará uma história de tesouros escondidos.
Como cristãos, nosso tesouro deveria ser o próprio Senhor. Tesouro é algo a que damos grande valor. Que valor eu dou ao Senhor? Essa é uma boa pergunta para fazermos a nós mesmos. Em cantares vemos a apreciação que a amada tem pelo amado. Em Cantares vemos a apreciação que a amada tem pelo amado. Toda essa apreciação provém das experiências que teve com ele. Seu conhecimento não era doutrinário, mas era vivo. Ela chama seu amado de uma maneira íntima, carinhosa e pessoal: “saquitel de mirra”, “racimo de flores de hena”, “macieira entre as árvores do bosque”. Por que isso? Porque ela conhecia sob vários aspectos, representados por essas expressões. Isso é como os apelidos e nomes carinhosos que os namorados e os cônjuges usam para chamarem um ao outro. E nós, temos uma forma especial de chamar o Senhor, resultado de nossa comunhão com Ele? Temos tal intimidade com Ele? Quando Isaías diz que o Senhor é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz (9:6), quer dizer que podemos experimentá-Lo assim. Que nome íntimo você dá ao Senhor? Se não houver nenhuma forma carinhosa, pode indicar que não há conhecimento íntimo.
A Bíblia, em 2 Coríntios 4:7, diz que temos um tesouro em vasos de barro. É isso que experimentamos? Ou isso é apenas doutrina para nós? Nosso viver nos dá resposta. Imagine-se andando no centro de uma grande cidade com dois reais no bolso. Imagine-se agora andando com quinhentos reais no bolso, nesse mesmo lugar; você andaria da mesma maneira? Claro que não, pois com quinhentos reais no bolso você andaria com muito mais cuidado, por temer ser assaltado ou por temer perder o dinheiro. Quando carregamos algo de valor, evitamos passar por certos lugares perigosos onde há trombadinhas ou assaltantes. Bem, nós estamos carregando um tesouro que é o Senhor Jesus! Mas estamos andando como alguém que carrega um tesouro? O que ocorre é que muitas vezes contatamos o Senhor pela manhã, lá pelas dez horas verificamos que ainda temos a sua presença e, mais tarde, sem saber como, “perdemos” o Senhor nas esquinas deste mundão; somente à noite, porém, é que percebemos que deixamos o Senhor por aí e tratamos de reavê-Lo. Algumas vezes, no meio da turma, deixamos o nosso Tesouro num cantinho e vamos divertir-nos. Outras vezes, deixamos que as várias situações nos assaltem “tomando” o Senhor de nós. Se temos medo de que alguém assalte-nos tomando os nossos bens materiais, por que não nos preocupamos com os assaltos espirituais? Por que não vivemos realmente como quem carrega um Tesouro? O Senhor, em Apocalipse 3:11, diz: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Nossa dificuldade em ter o nosso coração posto no Senhor é por que ainda não O consideramos um tesouro. O Seu valor para nós é, muitas vezes, menor que o de muitas coisas do mundo. Essa é a razão pela qual nós O trocamos por outras coisas, permitimo-nos um andar irresponsável, indo a lugares onde, já sabemos, seremos assaltados espiritualmente.
Necessitamos ter um andar digno de nossa vocação, um andar que expresse que carregamos um tesouro. Somente quem perde algo de valor sabe o sofrimento que isso causa. Conhecer o valor do Senhor é uma grande proteção para nós. Mateus 6:21 diz: “Onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração”. Agora podemos compreender por que a amada em Cântico dos Cânticos estava sempre buscando o amado: ele era o seu tesouro. O coração dela estava nele. A nossa história de amor com o Senhor deve ser uma história cheia de tesouros. O apóstolo Paulo vivia assim; por isso disse, em 2 Timóteo 1:14: “Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós”. Isso quer dizer que o Senhor está depositando-se como vida, como a Palavra, e devemos guardá-Lo como se guarda um tesouro. Além disso, é maravilhoso saber que essa é apenas uma parte da história da história; a outra parte Paulo revela em 2 Timóteo 1:12: “Sei em quem tenho crido, e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. Isto significa que nós também estamos depositando-nos no Senhor e Ele está guardando-nos como um tesouro. Há um depositar mútuo e um guardar mútuo. Essa deve ser nossa vida e nossa declaração: “Eu tenho um tesouro que é o meu Senhor Jesus!”

(Jornal Árvore da Vida)

Vale à pena!




"Precisando ancorar e encontrar segurança? É fácil, basta lembrar-se do Salmo 46:1 que diz: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Não é gostoso estar ancorado nessa verdade? Para tomar posse da Palavra de Deus e mais especificamente do versículo acima, experimente tomá-lo, palavra por palavra, e transformá-lo em sua própria oração ao Senhor. Essa experiência vale a pena! As melhores palavras para nossas orações são as do próprio Deus. Você verá que, usando essa maneira simples de orar, suas orações serão mais eficientes e a Palavra de Deus passará a fazer parte de sua constituição."


O futuro da igreja depende dos pais.


Desde os dia de Timóteo, os mais consagrados servos de Deus vieram de grandes pais. John Wesley foi um deles, John Newton foi outro e John G. Paton, um dos mais ilustres missionários que houve no mundo, foi o terceiro. Houve poucos pais como o pai de John Paton. Quando este já estava velho, ainda contava como se lembrava das orações do pai por ele sempre que era tentado pelo pecado. John era de uma família pobre; na sua casa havia somente um quarto, uma salinha e uma cozinha. Toda vez que ouvia o pai orando e gemendo naquela salinha, ele tremia. Sabia que ele estava em agonia pelas almas dos filhos. Já como adulto, John ainda podia lembrar-se dos gemidos do pai. Como ele estava agradecido a Deus por ter-lhe dado tal pai. Sabia que se pecasse estaria ofendendo a Deus e também desonrando a seu pai. Houve poucos pais como o pais de John e houve poucos filhos como John Paton.
Se, em nossa geração, somos pais fiéis e tementes a Deus, quantos filhos fortes e vigorosos teremos na próxima geração? O futuro da igreja depende dos pais. Que Deus possa encontrar na igreja as pessoas que Ele precisa para a Sua obra, e que nós, os pais, possamos ser tais pessoas e também contribuir para que nossos filhos façam parte desse grupo.
(Jornal Árvore da Vida)


"Este é o caminho, andai por ele."



O mundo envolve-nos de tal forma que, quando menos esperamos, estamos no seu curso, passando a considerar até as maiores aberrações como coisas naturais, já que a maioria das pessoas pratica: a maneira de vestir, o lugar a frequentar  Assim, o tempo vai passando e o mundo vai deixando-nos completamente insensíveis e incapazes de discernir o que agrada ou não a Deus. Mas, o Senhor Deus, por Sua infinita misericórdia, nos alerta: “Não seguirás a multidão para fazeres mal” (Êxodo 23:2). Contudo poderíamos argumentar: “O que tem de mal nesse tipo de roupa, Senhor?” ou “Qual o problema em frequentar aquele lugar?” O fato de uma multidão fazer uma determinada coisa ou ir a determinado lugar não indica, necessariamente, que precisamos fazer o mesmo. Se desejamos agradar o Senhor, Ele nos orientará em tudo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30:21). É só apurarmos os ouvidos espirituais e a voz do Senhor será ouvida em nosso interior indicando-nos o caminho que agrada a Deus e que, na maioria das vezes, não é o mesmo da multidão.
( Jornal Árvore da Vida)


Carinhoso Salvador


Conta-se que, durante a Guerra Civil, num país de população cristã, certo soldado tombou mortalmente ferido no campo de batalha. Socorrido por um pregador cristão, ouviu ele a seguinte pergunta:
-Tens algo a dizer?
- Sim, respondeu o moribundo com dificuldade. Canta-me “Carinhoso Salvador”.
O pedido surpreendeu aquele servo de Deus. Cantar um hino em hora de tamanho sofrimento?! O pregador sabia o hino e cantou-o. Qual não foi, então, sua admiração ao ver o rosto do soldado mudar e estampar profunda paz e felicidade, conforme as últimas palavras do hino iam chegando.
“Carinhoso Salvador! Somente Nele os aflitos podem achar alegria em meio a terríveis dores. Qual não é o encanto, o amor dessa Pessoa tão desejada!” No rosto daquele soldado, via-se existir um Salvador carinhoso, que faz parecer bálsamo a mais terrível dor. Ainda que tudo nos falte, a mais confortante verdade do mundo é saber que há um Salvador carinhoso!
(Jornal Árvore da Vida)

Uma prisão poderosa!



    Existe uma prisão na terra que possui mais presos do que colchões, mais pessoas do que espaço. Ela encarcera todos os dias homens, mulheres, adolescentes e até mesmo crianças. Esse terrível mal se chama QUERER.
    Todos os dias, mandados de busca e apreensão  são expedidos para capturar mais presos. As pessoas que são capturadas e levadas para esse lugar possuem o mesmo denominador comum: o descontentamento. São pessoas descontentes com as coisas que possuem. Elas nunca se satisfazem com aquilo que conquistam e vivem à mercê de conquistar outras coisas melhores e mais bonitas. Após conseguirem se casar, começam a imaginar com o passar do tempo que precisam de um cônjuge melhor. 
   Após comprarem uma casa ou carro, não muito tempo depois, sentem que os bens já estão velhos e que precisam de uma renovação, daí a busca por outra casa ou carro melhor começa novamente. O mesmo se aplica a muitas outras coisas de nossa vida. Porém, depois de conseguir o que tanto buscava, ainda assim se sentem insatisfeitas e descontentes. Essa é a principal característica dos prisioneiros da prisão do QUERER. 
   Você está preso? Talvez, alguns estejam e não se deram conta ainda. Imaginam que tudo está bem, porém vivem sempre querendo ter mais e mais. Nunca se cansam da busca e nunca se satisfazem com o que já conseguiram. Como então se libertar' desse cárcere? Como sair dessa prisão que esgota paulatinamente nosso tempo e energia? O apóstolo Paulo, escreveu aos Filipenses algo que pode nos ajudar: "Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação" (4:11). Nesse trecho bíblico, podemos notar algo muito interessante. Paulo disse que aprendeu a viver contente. Isso significa que o contentamento é algo que se aprende. Se o exercitarmos com aquilo que temos, aprenderemos a viver contentes e não seremos prisioneiros novamente. Portanto, tudo é uma questão de exercício, precisamos nos dispor a aprender com os servos de Deus que passaram por essa experiência e colocar em prática nosso aprendizado na nossa vida. 
    Por fim, gostaríamos de trazer mais uma porção bíblica para ajudar: "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as cousas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma, te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hebreus 13:5). Finalmente, o grande segredo para não sermos caçados e levados para a prisão do QUERER é viver uma vida simples e sem avareza. Esse tipo de viver produzirá contentamento e seremos então salvos de sermos agregados à multidão de presos desse cárcere. 
(Jornal Árvore da Vida)


O que é ser um cristão? E como deve ser o viver de um cristão genuíno?


O termo cristão atualmente é usado de uma maneira muito vulgar de modo a parecer que qualquer um pode etiquetar a si mesmo como sendo "cristão". Em alguns países chegamos a ponto de pessoas matarem umas às outras na assim chamada "guerra santa", sendo que ambas as partes chamam-se "cristãs". O termo cristão, portanto, tem sido usado e aplicado incorretamente a qualquer um que aceita e pratica apenas alguma porção do ensinamento de Cristo.  O que a Bíblia quer dizer quando chama alguém de cristão?
   A primeira vez que a palavra cristão foi usada no Novo Testamento foi no livro de Atos 11:25-26, em Antioquia, uma cidade na parte centro-sul da Turquia: "E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo, tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos".
    Cristão vem de "christianos", uma formação análoga ao termo "caesarianos" usado naquela época para os seguidores de Caesar (César). Os caesarianos eram os da casa de Caesar, os adeptos e escravos de Caesar e os que pertenciam a Caesar. A mesma terminação, ianos, portanto, foi atribuída aos seguidores de
Cristo. Assim, os discípulos de Cristo foram chamados de "christianos", por serem os que seguiam a Cristo. Ser chamado cristão naquela época era algo bem diferente de hoje. Ser cristão era ser desprezado e envergonhado por não seguir a Caesar. Talvez por isso o apóstolo Pedro disse: "Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome" (1 Pedra 4:16).
    Por causa da confusão e degradação da igreja ao longo da história, o termo cristão foi tornando-se cada vez mais comum e aplicado erroneamente por muitas pessoas. Talvez possamos classificar os assim chamados cristãos de hoje em três categorias. Há aqueles que nasceram numa família "cristã" e, portanto, se tornaram "cristãos" por nascimento. Outros talvez se tenham tornado cristãos por uma convicção doutrinária e resolveram seguir a religião cristã por ser uma boa religião. Todavia há outros que se tornaram cristãos porque tiveram uma experiência pessoal com Cristo. Cristo lhes foi revelado em seu interior (Gálatas 1:15, 16). Esses últimos são os que podemos chamar de cristãos genuínos, porque, de acordo com a Bíblia, ser um cristão ou discípulo de Cristo não é uma questão de seguir certas doutrinas ou práticas. Ser um cristão é totalmente uma questão de ter um novo nascimento, de receber a vida de Cristo: "Mas, a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem em Seu nome" (João 1:12). Não basta sermos chamados ou chamarmo-nos cristãos; precisamos nos perguntar: Eu nasci de Deus ou não? Um cristão genuíno não terá dúvida em dizer que Cristo se revelou para ele em uma experiência específica. Por isso o apóstolo João afirma: "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tema vida" (l João 5:12).

Não imitação, mas frutos do Espírito

       Por não terem a vida do Filho de Deus, muitos assim chamados cristãos vivem tentando imitar a vida cristã como um macaco tenta imitar a vida de um ser humano. Nos finais de semana, vestem-se como cristãos, sentam-se nos templos como cristãos, saúdam as pessoas e comportam-se diante dos outros como se fossem de fato cristãos. Mas, por não terem a verdadeira vida de um cristão, cedo ou tarde manifestam aquilo que verdadeiramente são. Não é de se admirar que tantos que a si mesmos chamam cristãos façam ou continuem a fazer tantas barbaridades. O Senhor Jesus nos advertiu certa vez: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis ... " (Mateus 7:15,16).
     Um cristão genuíno, que vive na presença de Deus e em comunhão com Ele, não vive por doutrinas estabelecidas por homens ou de acordo com rituais ou formas. Ele vive pelo Espírito de Deus que recebeu no momento de seu novo nascimento e de acordo com Ele: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (Romanos 8:14);, "Digo, porém: Andai no Espírito e jamais satis-fareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5:16). Somente alguém que nasceu do Espírito (João 3:5-6) pode ser guiado pelo Espírito, andar no Espírito e ter o fruto do Espírito.
      Um cristão genuíno também não tem prazer em pecar, ainda que esteja sujeito a falhar e a pecar. Porque tem a vida de Cristo, é sensível a seus próprios erros e, uma vez iluminado pelo Espírito de Deus sobre suas falhas, ele se arrepende e confessa seus pecados. Tal cristão sabe que não consegue viver muito tempo longe de Deus, das reuniões e da comunhão com outros cristãos. Tudo aquilo que interromper essa comunhão produzirá um incômodo em seu interior.
     Uma vida cristã genuína é aquela em que dependemos de Deus para tudo, como um ramo de uma videira depende da videira (15:4·5); oramos a todo tempo e manifestamos Deus em nossas atitudes. Que Deus nos conceda Sua graça para vivermos uma genuína vida cristã.